Turnover: O desafio das Casas de Repouso 

Turnover: O desafio das Casas de Repouso 
14 de julho de 2020 Senior Online
Em Casas de Repouso, SeniorOnline

Turnover: o desafio das casas de repouso 

A SeniorOnline agiliza a busca das famílias pela casa de repouso ideal

O mercado de lares para idosos sempre foi um setor promissor, e se torna cada vez mais devido aos indicadores de aumento da longevidade, ampliação do entendimento do propósito desse modelo de negócio, evolução da mão-de-obra, porém tem suas dificuldades específicas, como os demais setores da economia. São fatores como o aumento da concorrência e a mudança do perfil de clientes e instituições, que acabam por gerar um maior índice de rotatividade de idosos e o crescimento de vagas ociosas.

“Há alguns anos esse é o grande desafio do mercado”, afirma Paula Gomes Loyola, especialista em Gestão Geriátrica pela Business School Barcelona (EADA) e diretora da SeniorOnline. “Por isso, um dos objetivos é promover uma conexão qualificada entre casas e famílias, oferecendo uma curadoria que atende as necessidades encontradas em ambos os lados do negócio”. Assim, além de facilitar o processo de busca, a plataforma também contribui para diminuir o famoso “turnover” nas instituições, uma vez que aperfeiçoa a decisão de compra e facilita a reposição de vagas abertas. 

“Damos a garantia de regulamentação da casa e agilizamos o processo para que a família encontre mais rápido aquilo que ela precisa”, avalia Loyola. “Sem as informações necessárias, é comum que liguem para casas que não oferecem exatamente o que atende aos seus anseios e às necessidades daquele idoso. Por isso essa assertividade na busca é valiosa também para as instituições, que vão dedicar o tempo de serviço com o cliente no perfil adequado ao seu negócio”. 

Desta forma, com as vagas preenchidas mais rapidamente, o prejuízo financeiro dos lares também diminui. Além disso, a visibilidade também facilita a comunicação com famílias que ainda estão inseguras com o processo. “Dando mais atenção ao assunto, trazemos uma abertura que não existia para o tema. Se nós oferecemos informações para um cliente que está refletindo sobre o assunto, fazemos com que ele fique mais seguro nessa tomada de decisão e entre em contato com as casas. Esse é um movimento fundamental para consolidar a cultura do setor no Brasil”, afirma Loyola.

Neste contexto, a proposta da SeniorOnline é contribuir para sanar esta questão do “turnover”, oferecendo um retorno viável na conversão.   “Se em poucos meses acontece a conversão da busca para o cliente ativo em determinada Casa, o retorno sobre o investimento na plataforma é muito vantajoso, e esse fator é multiplicado pelo período de estadia de um idoso na instituição. Para um lar, ficar alguns meses com uma vaga vazia, representa muito dinheiro perdido”.

Existe uma causa para a alta taxa de turnover?

Se antes a procura por uma casa de repouso era para um longo período de tempo, hoje é diferente. Com a possibilidade de períodos mais curtos para recuperação — cerca de 15 a 30 dias — e o aumento do número de instituições, a porcentagem de ocupação das casas fica cada vez mais instável e exige mais atuação comercial para gerar outros índices de escala e fluxo de clientes. 

“Em primeiro lugar, o tempo de recuperação nunca é exato. Pode diminuir ou aumentar dependendo do caso e, nesse meio tempo, a casa tem rotatividade de clientes. Além disso, o aumento da concorrência também faz com que os clientes sejam mais exigentes, trocando de casa conforme a avaliação subjetiva de cada um e, geralmente, sem aviso prévio”, explica Loyola.

A questão financeira por parte dos familiares, a rotatividade dos funcionários e até mesmo a morte, também são motivos que elevam o turnover nas casas. Para a especialista, é preciso estar atento aos fatores que podem ser controlados pelos lares. “Se por um lado não é possível diminuir a rotatividade, por outro é possível agilizar o preenchimento dessa vaga, melhorar a negociação com as famílias, ter uma boa equipe e fazer um bom trabalho de gestão, que no fim faz toda a diferença”, conclui.